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Kobo é adquirida e vem para o Brasil

A Rakuten, um dos maiores varejos online japoneses, finalizou recentemente a aquisição da Kobo, e-bookseller canadense, por US$ 315 milhões em caixa.

A Kobo era a parceira online da rede de livraria Border’s, que pediu concordata no ano passado.

O primeiro mercado alvo desta aquisição é o próprio Japão, que tem um mercado de e-books ainda pouco desenvolvido, com a Sony praticamente sozinha, mas sem um sistema de negócios que inclua o conteúdo.

Não sei exatamente quanto a livros, mas se a Kobo conseguir abocanhar parte do mercado de jornais e HQs no Japão, estará muito bem, pois a população japonesa é leitora assídua destes tipos de conteúdo, muito mais do que os americanos, por exemplo.

A seguir, segundo a Kobo, o Brasil. Apesar de ser um mercado mais disputado, eles acreditam que a musculatura da Rakuten em e-commerce lhes fornecerá uma vantagem competitiva nesta briga. E, para culminar esta conjunção de fatores, a Rakuten adquiriu também no ano passado, a Ikeda, um dos principais fornecedores de e-commerce brasileiro.

Aqui a população já não é tão assídua assim na leitura, infelizmente. Mas a julgar pela timidez das editoras brasileiras, a oferta de conteúdo digital ainda tem muito a evoluir. Em video então nem se fala. Agora que a loja da Apple abriu o acervo de jogos, o público vibrou, mas fico me perguntando: e música? e vídeo? Não vejo muito movimento das lojas (nem iTunes, nem ninguém) a oferecer estes tipos de conteúdo.

Talvez a concorrência da Kobo (e outras) ajude a dar um empurrãozinho.

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