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Consultoria de estratégia e liderança

8 sinais de uma diretoria incompetente

Margaret Heffernan, executiva e articulista experiente nos erros e acertos dos times de liderança, enumera 10 sinais de que a diretoria de sua empresa está com problemas.

Aqui está nossa versão condensada (observe vários paralelos com as 5 disfunções de um time, apontadas por Patrick Lencioni):

1. Inação e descompromisso com prazos

Há sempre uma abundância de razões para adiar uma tomada decisão. Uma vez tomada a decisão, ela é constantemente revisitada, reavaliada ou posta em ‘hold‘ pela liderança – criando uma cultura de descompromisso com as decisões.

Iniciada a ação, prazos são perdidos, sem que os responsáveis se sintam obrigados a prestar contas das razões e negociar um novo prazo. O gestor que não consegue definir e manter seus prazos não está honrando seus compromissos. Descomprometida e sempre perdendo prazos, a organização fica desprovida do senso de conquistas.

2. Muitos segredos

O CEO está sempre tendo discussões confidenciais que sua equipe tem medo de compartilhar. Você tem a impressão de que cada um tem uma versão ligeiramente diferente da estratégia, dos objetivos, das iniciativas.

Pessoas que gostam de segredos têm dificuldade em ser honestas e têm medo que seus pares tenham informação para cobrá-las. Segredos tornam as organizações políticas, ansiosas e cheias de desconfiança.

3. Sensibilidade excessiva

“Eu sei que ela sempre chega atrasada, mas se eu levantar o assunto, ela vai se magoar”, é um exemplo de algo que você não quer ouvir de um executivo. Incapacidade de ser aberto, direto e honesto com a equipe é um sinal de alerta crítico. Quando executivos dizem que o pessoal é muito sensível, em geral eles estão descrevendo a si mesmos.

Seus diretores são capazes de ver um problema, resolvê-lo de imediato e seguir em frente? Se não, os problemas não serão resolvidos – eles vão crescer. Troque seus diretores.

4. Formalismo e foco em procedimentos e atividades menos relevantes

Quando uma secretária responde que o “Doutor Fulano”, ou o “Engenheiro Beltrano” não está, é um mal sinal. Gestores que aderem estritamente ao livro de regras, às questões de ordem e que se referem uns aos outros por seus títulos se esquecem que as regras e processos existem para agilizar os negócios, não para ritualizá-los.

Apego aos procedimentos muitas vezes mascara uma incapacidade fatal de priorizar – uma tendência a polir a prata, enquanto a casa pega fogo.

O mesmo acontece com um diretor que produz apresentações perfeitas e planilhas arqui-complexas; que se voluntaria para projetos pouco relevantes, dos quais não tem conhecimentos básicos – reuniões com banqueiros, a festa do final do ano. Tudo isso costuma mascarar uma incapacidade de fazer seu verdadeiro trabalho.

5. Preferência por candidatos fracos

Foram entrevistados três candidatos para uma nova posição. Um deles era claramente muito inexperiente; o outro deixava uma má impressão com todos que o entrevistavam; e o terceiro era muito melhor do que os demais. Quem o diretor queria contratar? O inexperiente.

Ele sentiu-se ameaçado pelo candidato super-competente e não tinha a auto-confiança para saber que você deve sempre contratar pessoas mais inteligentes do que você.

6. Não contratar nenhum ex-funcionário

Profissionais eficazes atraem-se uns aos outros. Se você descobre que contratou um executivo que não quer trazer nenhum colega do passado, algo está errado. Todo bom gestor tem ex-subordinados desejosos de voltarem a trabalhar juntos. Se seu diretor não fizer isso, você tem uma razão para se preocupar.

7. Dependência de consultores

Uma maneira cara, mas elegante, de adiar decisões e ação é contratar estudos de consultorias. Se o mesmo estudo, as mesmas perguntas, são feitas repetidamente a diferentes consultorias, ano após ano, pode ter certeza: a liderança de sua empresa faliu. É provável que o mesmo aconteça com o negócio, em breve.

Ainda mais grave é a liderança que se sente atacada quando o consultor traz más notícias ou aponta problemas na organização.

8. Excesso de horas-extras

Gestores ruins trabalham longas horas. Eles pensam que esta é uma marca de heroísmo, mas é provavelmente a maior marca de incompetência.

Se sua empresa não está vivendo um start-up ou um turnaround/concordata, a equipe não deveria trabalhar regularmente em fins de semana ou noite adentro. O gestor que se orgulha de trabalhar noites e madrugadas e não poder sair de férias não sabe gerenciar a si mesmo – por isso é melhor não deixá-lo gerir outras pessoas.

Qualquer um destes comportamentos deve soar uma sinal de alerta. Mais de dois – dispare o alarme!

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