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Consultoria de estratégia e liderança

3 mudanças de lógica fundamentais para atuar no digital

Sua empresa vai “estrear” no mundo digital? Lançar um e-commerce? Um serviço ou atendimento online? Uma mesa de compras digital?

Ou você já “luta” para ter uma presença digital relevante, mas suas iniciativas patinam, atrasam meses/anos ou simplesmente não dão certo?

Provavelmente você e sua equipe estão pensando na iniciativa digital com a mesma lógica que usam nos projetos off-line. O ambiente online, contudo, segue uma lógica quase oposta, sob alguns aspectos, à dos negócios usuais.

Aqui estão três desses princípios, para atuar com sucesso no ambiente digital. Veja se eles podem fazer diferença no seu projeto:

1) Não espere por excelência; comece com o “mínimo viável”

A premissa de quem espera ter um produto perfeito, antes de ofertá-lo ao público, é conhecer perfeitamente o que o público quer.

Isso quase nunca acontece no ambiente digital. O que o público realmente quer, valoriza ou precisa é sempre diferente do que se imagina inicialmente.

Por isso pare de perder tempo: coloque no ar o que você tiver agora e comece já a estudar a resposta do público e a priorizar novas funcionalidades em função do que for aprendendo.

2) Análise faz parte da operação

Outro dia visitei uma grande operação de Internet, cuja receita vem de comissão sobre a venda de produtos de terceiros – ou seja: não compra nem desenvolve produtos e não carrega estoque. Também não presta nenhum serviço relevante ao comprador. O principal canal de geração de tráfego é o Google – anunciam pouquíssimo em outros veículos.

Pois bem, nesta empresa a gestão e inteligência da interação com o Google é terceirizada e a equipe (e sistemas) próprios têm baixíssimo conhecimento sobre o público que trafega e compra no site.

Pergunta: qual é o business desta empresa? Qual o papel dela em sua cadeia de valor?

Já que a inteligência e a margem dos produtos não estão sob sua gestão, já que ela não presta serviços, como ela poderia ganhar dinheiro, a não ser tendo um conhecimento superior sobre o público?

Como seria de se prever, esta empresa sofre de prejuízos crônicos, há vários anos.

Não se iluda, mesmo que o seu negócio digital tenha produtos e preste serviços, analisar continuamente o negócio – o público, o tráfego pelo site, os canais de geração de tráfego, a performance dos produtos… – é parte da operação diária. Assim como você não opera uma fábrica sem uma área de suprimentos, você não ganha dinheiro em negócios digitais sem uma área de BI.

3) Não há um contínuo de competência – há os que sabem e os que não entendem nada

Sei que isto soa cruel e extremista, mas enquanto todos os profissionais não forem da geração do Milênio, o mercado estará dividido entre profissionais que são capazes de “pensar digital” e aqueles que são incapazes de entender os fundamentos básicos – a lógica – do ambiente digital.

Isso não tem apenas a ver com a idade/geração do profissional. Há pessoas de 60 anos que entendem intuitivamente a natureza da interação online e pessoas de 20 e poucos que não entendem. A maioria dos atuais gestores/empresários digitais de sucesso aprendeu a lógica do negócio bem depois dos 30 anos.

Mas, de maneira geral, os jovens que estão chegando ao mercado consideram óbvio aquilo que muitos gestores têm dificuldade sequer para entender.

Um grande grupo fez, há não muito tempo atrás, um “arrastão” no mercado de especialistas em Internet móvel (desenvolvimento de aplicativos/interface para celulares). Contratou mais de uma dezena de profissionais. Os comentários gerais no mercado foram como esta empresa conseguiu recrutar exatamente os profissionais menos preparados e capazes. Depois de um ano de dissabores e atrasos, toda a equipe original teve de ser trocada.

Você precisa recrutar com muito cuidado (e conhecimento do negócio), para conseguir separar o joio do trigo neste mercado.

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