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O maior inventor de todos os tempos

Num mundo sem barreiras e cada vez mais competitivo, as organizações vencedoras são as que conseguem sempre se manter na frente de novos entrantes (às vezes beneficiados por rupturas tecnológicas) e das cópias (quanto tempo demora para que alguém faça uma engenharia reversa do seu produto, da sua ideia e lance um produto ou serviço concorrente, muitas vezes melhor que o original?).

Thin-film transistor usado em telas de LCD, do 2º maior inventor do mundo Shunpei Yamazaki. Imagem do The Tribune.

Para se manter permanentemente com uma vantagem competitiva, as empresas contam com a inovação. Em algumas empresas, inovação faz parte do DNA. É parte do negócio, da preocupação do CEO, há métricas como a parcela da receita advinda de produtos criados nos últimos 12 ou 24 meses, por exemplo.

Casos clássicos de produtos inovadores

A criação de uma inovação nem sempre é top-down resultando de uma iniciativa estruturada. Contudo, há empresas que estão preparadas para aproveitar as oportunidades incorporando as inovações no seu portfolio de produtos e serviços de uma forma contínua. Há casos clássicos, como o da invenção do Post-it. Um funcionário da 3M estava desenvolvendo uma cola e produziu um adesivo muito fraco, sem uma utilidade explícita. Que tal aplicar a tal cola a um pedaço pequeno de papel amarelo para que todas as pessoas possam pregar nas suas mesas de trabalho ou geladeiras? Um by-product tornou-se um campeão de vendas.

Na Motorola, a equipe que inventou o RAZR (o V3), na época um dos mais revolucionários modelos de telefone celular (com 12 mm de espessura) e que vendeu mais de 100 milhões de unidades, tinha o desafio de criar um telefone tão fino

como uma lâmina de barbear. O projeto foi cancelado várias vezes até ser resgatado por um executivo que manteve o desenvolvimento do produto em separado dos processos tradicionais de desenvolvimento. O V3 não passava numa regra arbitrária de projetos que exigia uma largura máxima para os aparelhos celulares… Contudo, após o seu lançamento, a Motorola ficou anos buscando sucessores para o tal produto, sem conseguir encontrar a almejada bala de prata salvadora. Parece que com a série de telefones Android e o bem avaliado tablet Xoom, finalmente a Motorola conseguiu capturar novamente o interesse dos consumidores.

Os 10 maiores inventores

Mas você sabe quem foram os maiores inventores do mundo?

Um artigo da Business Insider discorre sobre os 10 maiores inventores em termos de número de patentes arquivadas. E o maior de todos é o australiano Kia Silverbrook, com 3.847 patentes. Thomas Edison, que foi o maior inventor até o Século XX,  é o 3º da lista, com 1.084 patentes. Edison foi superado em 2003 pelo japonês Shunpei Yamazaki que, por sua vez, foi superado em 2008 por Silverbrook.

 

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  • Fernanda Gomes

    Fiquei impressionada com Thomas Edison ainda ser o terceiro maior inventor desde o século XIX, considerando que o inventor da lâmpada (além de outras 1.083 invenções) teve um ambiente de trabalho com infinitamente menos recursos tecnológicos do que os atuais, não acha?

  • Muito interessante o texto, no entanto a avaliação por depósito de patente as vezes leva a interpretações erradas.
    Vamos imaginar que no dia de hoje, 0,25% da população brasileira esteja tendo uma boa ideia e com potencial de chegar ao mercado, teráimso aproximadamente 50.000 ideias. Se destas ideias 5% protocolasse um pedido de patente, teríamos 2.500 novos pedidos, e se formos simular ainda mais, hioptéticamente teriamos um potencial de 50.000 patendes depositadas por mês, e por ano 600.000 novois protocolos de patente.
    Mas… estamos em um país onde não existe a cultura de depositar patentes. Ai a coisa complica um pouco, mas posso garanmtir que de nossa bio diversidade já sairam importantes patentes para os USA, comunidade europeia, Japão e por ai vai.
    Realmente dá o que pensar.

  • Mas o que não é divulgado abertamente é que Thomas Edison tinha um escritório de invenções com vários “engenheiros” trabalhando para ele e TODOS os inventos eram patenteados no nome do chefe. Grande inventor ou grande administrador?

  • Michel Hannas

    Wagner,
    Obrigado pelo comentário. Precisamos melhorar muito os investimentos em educação, pesquisa e tecnologia. Mas concordo que se também não desenvolvermos as culturas de empreendedorismo e de inovação, associadas à busca e ao registro de patentes, não vamos conseguir para proteger nossa Propriedade Intelectual para colher os benefícios diretos desta inovação.

  • Michel Hannas

    Pelo jeito, o Kia Silverbrook, que agora se tornou o maior inventor (ou “solicitante” de patentes…) aprendeu a lição. Ele tem uma empresa cujo objetivo parece ser exatamente o mesmo. O mais importante no caso dos dois foi encontrar uma maneira de capitalizar nas inovações. Acho que menos relevante do que o crédito pessoal pelas invenções é a habilidade de buscá-las e levá-las de alguma maneira para que uma empresa ou toda a sociedade tenha a oportunidade de usá-la. Os maiores economistas afirmam que o crescimento econômico é diretamente proporcional ao aumento de produtividade, muito do qual depende de inovação. Os sucessos no século passado das economias norte-americana e japonesa estão associados à esse aumento da produtividade. De fato, muitas das grandes empresas de hoje, não só as de tecnologia, são resultados disso.