Table Partners

Consultoria de estratégia e liderança

Criando oportunidades de crescimento

Faça o seguinte teste:

Veja quantas das afirmações abaixo são verdadeiras para a sua organização:

1. A maioria dos projetos que involvem inovações e grande potencial futuro não passa no teste de retorno sobre o capital, em última análise porque os gastos e investimentos são “certos”, mas os ganhos futuros são muito incertos.

2. Você tem a impressão de que, em muitos desses projetos, poderiam ser feitos lançamentos em pequena escala ou diferirem-se gastos e investimentos, mas a área financeira diz que “manobras” como essas apenas mascaram um mau projeto. O “correto” é computar todo os investimento, de saída, e projetar as entradas, conservadoramente, nos anos seguintes.

3. Como resultado, a grande maioria dos investimentos da sua empresa acabam se destinando a movimentos marginais, em produtos e mercados conhecidos e ocupados – ‘more of the same‘ descreveria quase todos esses projetos.

4. Algumas das inovações que sua empresa decidiu não perseguir foram desenvolvidas com sucesso por outras empresas ou empreendedores, algumas vezes gerando toda uma nova linha de negócios.

5. Apesar de todos saberem que é impossível prever exatamente como projetos inovadores vão desempenhar e o que vai acontecer durante sua implementação, uma vez apresentada uma projeção e um cronograma, qualquer desvio é considerado como erro – ou de implementação, ou de projeto.

6. Por causa dessa cobrança de “infalibilidade” e ausência de desvios, a maioria dos executivos de sua empresa procura desqualificar ou manter-se o mais afastados possível de projetos inovadores e incertos, ainda que eles representem um grande potencial de crescimento ou mesmo de sobrevivência da empresa.

7. Também por essa razão, alguns projetos que claramente não deram certo levaram meses ou mesmo anos para serem descontinuados – os executivos envolvidos tentaram, a todo custo, evitar ou adiar que suas carreiras naufragassem em uma iniciativa que fez sentido no início, mas o tempo revelou não ter futuro.

8. Olhando retrospectivamente, muitos desses projetos foram boas apostas, em sua largada – a causa de seu insucesso não foi um mau planejamento, nem uma má equipe de implementação.

9. Para minimizar as chances de fracasso, os executivos encarregados de implementar inovações ou novos produtos, em sua empresa, lutam para ter o máximo de recursos disponíveis e empregados up-front, resultando em algumas iniciativas “megalomaníacas”.

10. Você tem a impressão de que, na sua empresa, quanto mais um projeto de inovação é conduzido de forma “magalomaníaca”, maiores as chances de fracasso – não de sucesso – da iniciativa.

11. Algumas das iniciativas “megalomaníacas” que sua empresa acabou descontinuando foram, eventualmente, implementadas de forma mais econômica e ‘low-profile‘ por outra empresa ou empreendedores.

12. Sua empresa inova e cresce menos do que você julga que ela seria capaz de fazer.

Você não está só

Se você respondeu “verdadeira” para pelo menos 6 das afirmações acima, parabéns – sua empresa está na companhia da maioria das grandes multinacionais e grupos empresariais brasileiros.

Há algo errado com a forma como as corporações empreendem projetos de inovação.

Há pouco mais de 10 anos os professores do departamento de empreendedorismo de Wharton – a escola de negócios da Universidade da Pennsylvania – descobriram que empreendedores “de verdade” pensam, planejam e executam seus projetos de forma muito diferente das grandes corporações. Eles “engenheiram” mais e melhor a forma como perseguem oportunidades de negócio.

Uma descoberta muito interessante: o índice de sucesso ou fracasso dos empreendedores e das corporações são praticamente iguais; mas o custo dos fracassos das corporações é muito superior ao dos empeendedores.

Dessas constatações nasceu a metodologia de planejamento de inovações ensinada em Wharton e empregada pela TABLE PARTNERS: Discovery-Driven Planning.

A vez da área financeira

Recentemente a equipe de Wharton desenvolveu as consequências lógicas da abordagem Discovery-Driven, para o planejamento e análise financeira de projetos de inovação. Suas recomendações metodológicas estão no livro “Unlocking Opportunities for Growth” já comentado em outro artigo nosso.

A apresentação abaixo descreve mais detalhadamente essa metodologia, sua razão de ser e sua implementação.

Espero que ela possa ajudar você a abrir a discussão, em sua empresa, sobre a melhor forma de planejar, analisar e empreender iniciativas de crescimento e inovação. Boa sorte!

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