Table Partners

Consultoria de estratégia e liderança

Você deixaria seu filho sem estudar?

Nós cuidamos de nossos filhos: pagamos escolas, cursos de idiomas, estimulamos que façam esportes. Nós cuidamos de sua alimentação e saúde.

Entretanto, nós estamos deixando de educar nossos filhos naquele que talvez seja o aspecto mais importante para sua felicidade e também para seu sucesso profissional: sua inteligência emocional.

Um problema real e imediato

Uma educação de inteligência emocional é mais importante, hoje, do que no passado, por três razões:

  1. Fatores como o deslocamento de populações, a urbanização, o ingresso da mulher na força de trabalho, a televisão e o divórcio fazem com que nossos filhos convivam menos com as fontes tradicionais de educação emocional: os pais, a família extendida e a comunidade da vizinhança. Sem esse convívio, as oportunidades de aprendizado emocional da criança ficam bastante limitadas.
  2. A economia de serviços, por definição, demanda mais habilidade interpessoal, tanto do trabalhador como do gestor, do que as antigas economias agrícola e industrial. Os empregos que serão ofertados a nossos filhos exigirão muito mais habilidade de comunicação, trabalho em equipe e resolução de conflito do que foi exigido de nós, em nossas carreiras.
  3. No passado, a capacidade de influência dos indivíduos era praticamente determinada por sua origem social: onde e com quem estudou, quem foram seus pais e o círculo social da família, etc. Hoje e mais ainda no futuro, esses fatores serão quase irrelevantes comparados à habilidade pessoal, na determinação da capacidade de influência do indivíduo. Nos EUA essa “des-aristocratização” da sociedade completou-se no pós-guerra; no Brasil ela está começando agora e se consolidará na geração de nossos filhos. Em outras palavras: a sua capacidade de influência não ficará de herança para seus filhos.

Quem vai ensinar isso?

Dada a limitação da família e da vizinhança, para prover esse aprendizado, o candidato ideal para essa função é a escola. Em outro artigo — Como ensinar nossos filhos a trabalhar em times que funcionam — reportamos o resultado de uma pesquisa da Table Partners em que as aulas em escolas foram escolhidas como a segunda melhor opção (depois dos esportes) para preparar nossos filhos para trabalhar em equipe.

Entretanto, a escola − principalmente a pública − não está, hoje, preparada para esse papel. Os professores não foram treinados para isso; não há material ou orientação, quer do MEC, quer das várias secretarias de educação dos estados e municípios.

Em resumo, nós estamos deixando nossos filhos sem estudar um dos conteúdos mais importantes para seu futuro profissional e felicidade pessoal.

O que queremos fazer

A Table Partners decidiu apoiar o programa Amigos do Zippy, da ASEC – Associação pela Saúde Emocional de Crianças.

“Amigos do Zippy” é um programa de desenvolvimento emocional para crianças de seis a sete anos, aplicado em escolas, para turmas do 1° ou 2° ano do Ensino Fundamental.

O conceito fundamental do programa é muito simples:

Se crianças pequenas puderem aprender a lidar com suas dificuldades,
elas serão mais aptas a lidar com problemas e crises
na adolescência e na idade adulta.

O programa compreende uma série de seis histórias sobre Zippy – um bicho-pau – e seus amigos, um grupo de crianças.

As histórias os mostram enfrentando problemas que são familiares às crianças: amizade, comunicação, solidão, ameaças, mudanças, perdas e o início de uma nova vida. (Clique aqui para conhecer os módulos do programa).

Amigos do Zippy não diz às crianças o que elas devem fazer. Não há afirmações como: “Esta solução é boa e aquela é ruim”. Ao invés disso, o programa encoraja as crianças a explorar alternativas e pensar por si mesmas.

Que iniciativa é essa?

Amigos do Zippy foi desenvolvido por um grupo multi-disciplinar de especialistas, coordenado por Befrienders International, uma entidade com sede em Londres, Inglaterra, sob o patrocínio da empresa GlaxoSmithKline. Devido ao sucesso do programa, comprovado através da avaliação de duas aplicações em escala piloto (leia mais em avaliação), em janeiro de 2002 foi fundada a entidade “Partnership for Children” com o objetivo de expandí-lo internacionalmente.

Atualmente o programa está sendo aplicado na Lituânia, Dinamarca, Inglaterra, Índia, Brasil, Noruega, Islândia, Hong Kong, Canadá e Polônia.

E no Brasil?

O Programa foi iniciado em escala piloto, com 276 crianças de 8 escolas da Grande São Paulo, em Março de 2004.

Graças a patrocinadores como HSBC e TBG o programa atende, hoje, cerca de 20 mil crianças, em 40 cidades.

Como a Table Partners pensa em ajudar?

Centuplicar o número de crianças atendidas, em 6 anos, foi uma fantástica realização da ASEC.

Nós gostaríamos de viabilizar que o programa centuplique esse número, mais uma vez, nos próximos 6 anos, chegando a 2 milhões de crianças em 2016.

Três obstáculos se interpõem a essa meta bastante ambiciosa:

  • Os atuais patrocínios têm destinação específica – praticamente nenhuma verba é destinada à estruturação para o crescimento. Por essa razão, a capacidade de crescimento do programa é praticamente fixa. Para voltar a crescer 100 vezes o programa terá que contar com uma estrutura dedicada a esse crescimento.
  • Algumas vezes decisão de continuidade do programa é afetada pela dinâmica política das prefeituras. Após eleições municipais, algumas prefeituras suspendem o programa. Parte do esforço de expansão é, assim, desperdiçado nessa perda periódica de crianças atendidas.
  • O programa tem um grande desafio logístico, devido a sazonalidade: uma grande quantidade de colaboradores (formadores de professores) precisa ser mobilizada em três meses do ano (março-abril e agosto) enquanto, nos demais, a demanda por esses recursos é bem menor.

Nosso diálogo com a ASEC está apenas começando e ainda não sabemos como solucionar esses obstáculos, mas eles não diferem muito dos que nossos clientes enfrentam em suas empresas. Por isso estamos confiantes que seremos capazes de apoiar a liderança dos Amigos do Zippy a darem uma contribuição profunda e duradoura na construção de uma sociedade emocionalmente sadia e, portanto, mais feliz e com grande abundância de líderes e, portanto, mais próspera.

Aguardem as próximas novidades!

Vote neste artigoVote neste artigoVote neste artigoVote neste artigoVote neste artigo
Loading...