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O que você faria com US$13 bilhões?

HP adquique a PalmA HP fechou o primeiro trimestre de 2010 com mais de $13 bilhões de dólares em caixa. No dia 28 de abril de 2010, ela anunciou a compra da Palm Inc. por US$1,2 bilhão, sendo que $1 bi em dinheiro.

Esta é mais uma aquisição da HP para ampliar sua oferta de produtos e serviços. Em novembro de 2009, a HP anunciou a aquisição da 3Com por US$2,7 bilhões e, em 2008, ela tinha adquirido a empresa de serviços de TI EDS por US$13,9 bi.

Parece que todas empresas de tecnologia têm que abraçar a mobilidade hoje em dia.

Não é para menos, considerando-se que, com mais de 4 bilhões de unidades, o número de celulares representa dois terços da população mundial.

Não basta mais investir em Internet

Todas as empresas de tecnologia – Apple, Dell e Lenovo, para mencionar apenas algumas – estão apostando fortemente na mobilidade.

Mas entre desenvolver um sistema próprio, comprar o de uma outra ou embarcar no Android, a HP optou por comprar a Palm pelo seu sistema WebOs. A Motorola, após anos de insucesso em desenvolver seu sistema próprio, embarcou no Android. A Microsoft está tentando emplacar o seu Windows Mobile. A Apple está tendo sucesso na sua empreitada de iPhone OS. Nesse contexto, o movimento da HP parece arriscado.

Long and winding road

Para a Palm, a venda termina um processo de deterioração da empresa que se extendia há alguns anos. O lançamento da nova linha de produtos Palm Pre e Pixi não foi suficiente para recuperar a liderança que ela certa vez teve no mundo dos organizadores pessoais, precursores dos smart phones.

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Comparação do Desempenho das Ações da HP, Palm e o Indice NASDAQ
12 meses até abr/10

Fonte: Google Finance

O mercado parece estar avaliando bem estes movimentos da HP, cuja ação teve um desempenho nos últimos 12 meses superior ao S&P 500, à IBM, à Oracle e à Cisco.

Ao mesmo tempo, o desempenho da HP está abaixo do da Apple, Microsoft, Dell e Lenovo.

  • Será que a HP fez um movimento correto, entrando no mercado de comunicação movel comprando um “perdedor”? O que é melhor: pagar barato por um perdedor, apostando em sua capacidade de transformá-lo, ou pagar caro por um vencedor ou um “azarão” (como HTC), apostando em sua capacidade de levá-lo ainda mais longe?
  • O atual portfolio de negócios da HP – que se extende de outsourcing (EDS) a celulares, passando por impressoras e computadores – faz sentido?
  • É possível integrar empresas tão distintas – B2B, B2C, serviços – e gerar valor para o acionista em todas elas? Como?

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