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Acionista: quer uma empresa excepcionalmente bem administrada? Vá além dos fundos de private equity

Em outros dois artigos — “Acionista: quer uma empresa bem administrada? Aprenda com os fundos de private equity” e “As práticas de gestão que diferenciam as empresas geridas por PECs” — descrevemos como as práticas de gestão dos fundos de private equity podem melhorar os resultados e as perspectivas de perpetuação das empresas privadas individuais ou familiares.

Entretanto, as empresas controladas por empreendedores, sucessores ou famílias-empresárias enfrentam três desafios adicionais, que não fazem parte das preocupações dos fundos de private equity.

Eis as três áreas que as empresas familiares ou de empreendedores precisam dominar com competência, para garantir seu futuro:

Sucessão

Não estamos falando só de aposentadoria ou morte aqui:

Um acionista afasta-se da gestão, para ocupar um ministério. Seu primo assume a gestão do negócio. A empresa sofre uma perda financeira inesperada, tão violenta que é absorvida por um concorrente menor.

Soa familiar?

Quem é o próximo CEO? Um membro da família ou um executivo? Do mercado ou um dos atuais executivos? Quem? Quando? Como?

Quanto mais tarde essas perguntas forem endereçadas e bem respondidas, maiores as chances de, algum dia, o negócio enfrentar problemas tão grandes que podem vir a destruí-lo.

Uma missão relevante

Fundos de private equity não têm problema para motivar os executivos de suas empresas. Eles têm que implementar o business plan com sucesso e, se tudo correr bem, em quatro ou cinco anos a empresa será vendida ou seu capital aberto e todos ficarão ricos.

E um negócio que deverá se perpetuar com os acionistas atuais? Em que um “mega-bonus” não espera o corpo executivo, ao final de alguns anos? Como motivar a liderança e toda a equipe do negócio?

Não há uma resposta única para essa questão, mas quase todas as boas respostas incluem a definição de uma Missão para o negócio, que inspire, mobilize e dê clareza para toda a organização.

O que nós estamos fazendo aqui? Para que estamos fazendo negócios? Por que nosso trabalho é importante?

Metas anuais de EBITDA não são boas respostas para essas perguntas.

“Sermos os maiores e melhores, responsáveis e bons com a natureza” — acredite — também não.

Avaliar e promover o bom desempenho do Conselho

O Conselho das empresas controladas pelos fundos SÃO os fundos. Ser um Conselho eficiente é o trabalho deles. (E, mais uma vez, um pote de ouro os espera, se forem bem sucedidos).

Os conselheiros das empresas privadas e familiares não têm um pote de ouro esperando por eles, daqui a quatro ou cinco anos.

Como fazer o Conselho funcionar tão bem como o dos fundos de private equity?

Já escrevemos um pouco sobre isso (aqui e aqui), mas esse é um tema que merece um artigo dedicado somente a ele.

Enquanto isso, mande suas idéias na forma de comentários, abaixo!

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