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Consultoria de estratégia e liderança

Counsellor ou coach?

Qual é a sua necessidade mais crítica? Definir, em algumas semanas, uma solução para um problema de negócio específico; um interlocutor isento e externo, para discutir um problema de negócio desafiante; ou apoio em uma situação de conflito e dúvidas de carreira?

Uma empresa de consultoria, um counsellor e um coach agregam resultados muito diferentes, dependendo dos objetivos que você pretende atingir.

Um executivo tem duas carreiras: a que o leva à posição de CEO e a carreira de CEO. Uma famosa consultoria internacional, por exemplo, tem doze níveis profissionais, para consultores, e vinte para sócios!

O CEO ou “quase-CEO”, portanto, assemelha-se a um atleta profissional: ambos possuem um conjunto raro de talentos únicos, muito demandados e bem remunerados, frutos de muito esforço e experiência – e uma janela de tempo limitada, para atingir todos os seus objetivos e potencial.

Essa combinação – de grandes valores em jogo e tempo de carreira limitado – fazem do erro de carreira um risco de custo inaceitável. Entretanto, fugir ao risco não é uma opção – o atacante precisa correr e enfrentar a defesa adversária, mesmo sob risco de uma contusão que pode encerrar sua carreira. Da mesma forma, o CEO é pago, entre outras coisas, para correr riscos calculados. Daí o grande valor pago às consultorias de gestão competentes e, mais recentemente, o crescimento da oferta de coaching para executivos.

O elo perdido

Alguns CEOs, entretanto, não se sentem atraídos pela oferta de coaching, intuindo corretamente ou descobrindo, que algumas de suas necessidades críticas não são endereçadas por essa oferta – necessidades, em geral, ligadas à resolução de problemas específicos de negócios.

O jargão de consultoria distingue dois tipos de profissionais: o consultor de gestão e o Counsellor. O consultores de gestão são, tipicamente, mais jovens, trabalham em equipes, têm uma formação acadêmica sólida e um forte viés analítico. O Counsellor, ao contrário, tende a ser mais velho e a trabalhar sozinho, tem um forte viés executivo e seu conhecimento diferenciado provem de uma sólida carreira na indústria de sua competência, não de formação acadêmica.

Como a maioria das indústrias vem passando por transformações cada vez mais radicais e freqüentes, o valor da longa experiência do Counsellor, em muitos setores praticamente desapareceu. O olhar novo, de um CEO que vem de fora da indústria, tem gerado mais valor do que a experiência dos especialistas.

Entretanto, para a disciplina de liderança de negócios – universal para todos os setores – tanto a bagagem acadêmica como a experiência executiva têm muito valor a agregar.

Onde o Counsellor agrega (muito) valor

Há quatro áreas em que um Counsellor pode agregar muito mais valor à sua carreira, do que um Coach ou um Consultor:

  1. Apoio em framing. Dar sentido às situações, aos objetivos e às estratégias – explicar, por um ângulo novo o que, para a maioria das pessoas, é um problema complexo – é a essência da liderança baseada em visão e conhecimento. “Porque essa aquisição faz sentido para nós”; “porque a liderança no segmento X é crítica para a sobrevivência do negócio” – algumas explicações e visões têm o poder de transformar a maneira como o restante da liderança entende e vê o negócio. Entretanto, sozinho no topo da organização, sem interlocutores informados com quem possa discutir os vários aspectos do problema, é muito difícil, para o CEO, elaborar e amadurecer uma visão original – uma nova ‘frame’ – para o desafio de negócio. Para apoiá-lo nesse processo de pensamento, o Counsellor precisa dominar conteúdos e estratégias de negócio.
  2. Interlocução para resolver problemas de negócio. Tal como na construção de frames, na solução da maioria dos problemas de negócio, o interlocutor do CEO precisa dominar conteúdos de negócio e disciplinas como Finanças, Marketing, etc.
  3. Interlocução na construção de estratégias de influência. Os desafios estratégicos realmente cruciais não envolvem somente visão e planejamento. Envolvem a capacidade de influenciar as várias partes envolvidas: acionistas, fornecedores, bancos, concorrentes, governos, clientes… Grandes oportunidades ou ameaças de negócio costumam exigir uma estratégia de influência e, normalmente, cabe a CEO conceber – em geral sozinho – essa estratégia. Um interlocutor experiente e externo pode agregar grande valor a mais esse processo de pensamento.
  4. Apoio em disciplinas e competências críticas da função. Finalmente, há ocasiões em que uma disciplina específica – com a qual o executivo não teve oportunidade de familiarizar-se, no decorrer de sua carreira – pode ser demandada por um desafio de negócio. O executivo pode, nessas ocasiões, obter valor de uma interlocução com um Counsellor, experiente naquela disciplina, e que seja capaz de transmitir-lhe, com rapidez e clareza, seu conhecimento prático do assunto.

Para saber mais:

Liderança EM time

Porque não é fácil liderar – Os diferentes papeis do líder

O líder na prática

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