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Consultoria de estratégia e liderança

Começando, do zero, uma nova Diretoria

Sua empresa e seu maior concorrente acabam de se fundir. Uma nova Diretoria foi escolhida, com líderes das duas organizações, tendo você como CEO. Em poucos dias você terá a primeira reunião de trabalho desse novo grupo de liderança.

Como começar, com o pé direito, o desafio crucial de transformar esse grupo em um time eficaz?

Você e os acionistas concordam que formar uma nova Direção, com membros das duas organizações, é essencial para superar a forte cultura de rivalidade entre as duas organizações e acelerar a construção de uma nova identidade, que permita uma empresa muito maior e mais forte.

Entretanto, em nenhum lugar essa rivalidade é mais forte do que na própria Direção. Por experiências anteriores, você sabe que, no primeiro momento, o simples alívio de estar entre os “escolhidos” para compor a nova liderança, parecerá suficiente para todos começarem uma “vida nova”, mas muito em breve os antigos antagonismos ressurgem com nova força, ameaçando dividir a organização em duas facções rivais, irreconciliáveis.

Eis algumas mensagens que você pode transmitir, desde a primeira reunião no novo grupo, para acelerar a formação do novo time, coeso e eficaz:

  1. Todos têm que expor sua opinião e defender seu ponto de vista, mesmo que isso provoque conflitos e discussões com outros diretores, que tenham pontos de vista diferentes. Em suma: não há nada de errado com conflitos e debates acalorados no grupo.
  2. Decisões importantes, tomadas no grupo, só são revogáveis no grupo. “Mudanças de idéias”, por um sub-grupo, fora da reunião, não serão aceitas. Eventuais fatos novos ou fatores imprevistos deverão ser trazidos ao grupo para re-discussão. De maneira geral, sub-fóruns, informais, não são aceitáveis – o local de discussão e tomada de decisão da nova Direção é esse grupo.
  3. Toda decisão importante, tomada no grupo, deverá ser comunicada à organização, nas 24 horas seguintes à reunião. Um item permanente, na agenda das reuniões do grupo, é a forma/conteúdo da comunicação das decisões tomadas. Cada diretor é responsável por comunicar a seus subordinados, na forma definida no grupo, as decisões tomadas e instruir esses subordinados a transmitirem a informação às suas áreas, da mesma forma – criando, assim, um processo disciplinado de comunicação em cascata, de todas as decisões importantes da Direção.
  4. Você confia nos membros grupo e, por isso, sente-se confortável de reconhecer quando erra ou quando não conhece tudo sobre um assunto.

Que outra mensagem ou atitude você julgaria importante transmitir, na primeira reunião da nova Diretoria, para acelerar a formação de um novo time, coeso e eficaz?

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  • Luiz Claudio Custodio

    Além de alinhar missão e valores, buscar a adesão de todos os Diretores aos principios da nova gestão, e que todos viverão dentro destes principios, independentemente das diferenças de opiniões, humores e turbulências futuras.

  • sergio skarbnik

    Acredito que é fundamental ter um novo projeto que permita que toda esta nova diretoria participe ,já com a visão da nova estrutura diretiva.

    Nada melhor que um novo desafio para as pessoas aprenderem na prática trabalhar com os novos pares e entender as suas caraterísticas,pontos fortes,e pontos fracos.

    Este novo macro projeto,ajudará no processo de adaptação e sinergia da gestão dos negócios já existentes.

    Atenciosamente
    Sergio Skarbnik

  • ARNALDO FRANCO

    Se todos sabemos que as coisas não são assim, devemos direcionar os temas como na realizade se apresentam.
    Por exemplo: Alguem se dispos a ouvir um a um e discutir o que cada um espera de um novo empreendimento? O que percebemos é que se assume que todos “continuam no barco”, o que não é verdade.
    Cabe ao lider maior:
    1o) Discutir com o conselho ou acionistas o que estes esperam de resultados e o que pretendem investir;
    2o) O CEO deve desafiar cada executivo da diretoria, individualmente,”cara a cara” e sentir sua receptividade. O que você pensa sobre isso? Ele se sentirá importante e não haverá exposição com os pares, ” o chefe perguntou o que eu penso sobre isso”, Esta ação valoriza o executivo e ele tem liberdade de se expressar sem outros olhos ou críticas. Isto significará, adesão (ou não) e compromisso. O CEO saberá quem é quem e o que pensa cada um. “Entra na Kombi” ou não!
    3o) Tendo essa visão o CEO deve promover a reunião com todos, seguindo as dicas recomendadas acima. Quer queira quer não, nada é mais político do que a diretoria de qualquer empresa. As coisas funcionam se as alianças são bem conduzidas com o CEO.

    Só assim, a meu ver, as ações serão conjuntas e compromissadas.

  • Gualter Silvani Júnior

    A comunicação em cascata, abordando todos os níveis é o que torna transparente o processo transacional em situações de mudanças, quaisquer que sejam. O processo de reestruturação sempre implica em especulações informais que acabam por minar iniciativas. Cabe ao corpo diretivo mitigar esse efeito devastador e negativo que aflige sempre mudanças, identificando e jamais ignorando as culturas organizacionais. Um alinhamento de valores e metas, buscando o senso comum na nova cultura organizacional implicará em reeducar e corrigir conceitos e, a seguir, realizar ajustes em todos os níveis. Empresas se fundem para durar e nunca para implodir.